QUANDO A MÁSCARA CAI
Não choro mais por ninguém.
Não há mais lágrimas para outros.
Choro copiosamente por mim,
Pelos erros que cometi e cometo
Sem tirar deles alguma lição.
Insisto me doando por inteiro
A amar indiscriminadamente
Sem receber amor em troca.
Já fui motivo de troça e riso
E muitas vezes chamado de tolo.
E fui tolo ao confiar completamente
Confiança dada em demasia.
Que tem alto preço: custa a vida
Deixando a alma machucada, vazia
E abertas incuráveis feridas.
Quem, da minha confiança, por ventura
Vez uso e abuso vestindo máscara
Para esconder a perversa criatura
Não esperava que se rasgasse a fantasia
E a verdadeira face mostraria.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 18/01/2025