FILHO PRÓDIGO
FILHO PRÓDIGO
Ao nascer, somos protegidos
Pelos braços fortes dos pais
Fortes como muro erigidos
Com suor, sague lágrimas e ais
Rompemos o muro pela liberdade
Que acreditávamos não possuir
Quando chegamos a certa idade
Incertos do que queremos conseguir
Eis que o vasto mundo lá fora
Com cercas e muros por todo lado
Nos expulsam, mandam ir embora.
Solitários e envergonhados
Quando a saudade nos devora
Voltamos para os muros abandonados
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 28/01/2025