DESAPEGO
DESAPEGO
É com medo que enfrento o medo de seguir
É com medo de não saber o que tem por vir
Que me apego ao que ainda resta por aqui
Mas é com coragem que desisto de possuir
Agora sei que não faz sentido adquirir
E guardar depois que não mais servir.
Irão doar quando formos embora daqui
Ou brigar pelo que não ajudaram construir
Resolvi deixar para o passado toda mágoa
Como rio que passa só levando a água
O motor da própria e límpida existência
O fardo que causou maior resistência
Para deixar pelos caminhos sem olhar para trás
Foi o fardo do amor e a falta que ele me faz.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 02/02/2025