ESCRAVO POR OPÇÃO
ESCRAVO POR OPÇÃO
O escravo que defende o tronco e chicote
Venera seu senhor que o condena
Não sabe do seu valor, mas do lote
Da sua compra e da venda da dura pena
Não tira de si a muleta nem os antolhos
Repete a opinião que lhe foi ditada
Segue qualquer cabeça alheia tal piolhos
E repete tudo que lhe dizem. Pensa nada!
Pobre infeliz de alma penada
Que vive em eterno conflito...
Come sobras e para si sobra nada
E ainda chama um genocida de mito
Muitos destes são explorados trabalhadores
À busca de um inexistente salvador do mundo
Tomam para si condenações e amargores
Em lugar de quem os considera vagabundos.
Existe a mancheias, agora de terno e gravata
Subservientes, antipatriotas, sabujos
Renegam seu país, acreditam em bravatas
De quaisquer canalhas igualmente sujos
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 04/02/2025