Poeta matemático
Um matemático que faz poesias. Um poeta que ama a matemática.
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Textos
ESTRELA CADENTE
ESTRELA CADENTE

Brilha o sol lá fora.
Aqui dentro ainda é noite.
Quando o brilho vai embora
E cada hora é um açoite
A alma pela escuridão implora.

Não, não é sempre assim!
Alguma inadvertida flor eclode
Nesse maltratado jardim
Ou uma incontrolável raiva explode,
Veneno que desenha meu fim.

Há uma alegria ainda menina
Nessa carcaça já surrada...
É tímida, pálida, franzina
Quase não sorri, não dá gargalhada
É meio assim uma alegria sovina.

Brilha a lua no firmamento
E minha alegria aflora sorridente.
Estrelas surgem e nesse momento
É quando chora a estrela cadente
É quando sinto frio por dentro.

Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 12/02/2025
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