HUMANA GENTE
HUMANA GENTE
Meu olhar de medo vê todo dia
Janelas para pular, precipício...
Tanto medo do medo que sentia
Que faltava ousadia para o sacrifício.
Enquanto isso me mata pouco a pouco
Quem me olha e diz: Que desperdício!
Tão inteligente e ao mesmo tempo, louco.
Quem te ignora, usa esse ardil, esse artifício.
Quem, pela vida plena dia e noite implora;
Quem, atormentado mentalmente sente
A necessidade de sempre querer ir embora,
Julgamento que não vem de Deus, não consente.
Consciente, mas dilacerado por dentro implora
Para ser somente feliz, sendo humana gente.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 26/02/2025
Alterado em 12/03/2025