AMARGO MEL
AMARGO MEL
Lanço minha palavra como uma lança.
Vem da própria lavra e às vezes cansa
Quando não atinge o alvo, o objetivo
De mostrar pobre e preto sem lenitivo.
Pensar, escrever... Escrever é preciso
Ler, ler... Ler não tão somente em livro.
Precisa ler o mundo a fundo. Ler gente
Gente humana, gente que também sente.
É preciso discernir não só o bem do mal
Há quem usa o mal de forma diferente...
Suave, meigo, doce, adoçando com sal
Conformando com discurso eloquente
Devorando as vísceras pela via umbilical
Abraçando-te e beijando tua face doente.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 06/03/2025