COMO EM FUNERAL
COMO EM FUNERAL
Meus olhos são como densas nuvens
Anunciando a próxima tempestade.
Ora brancas, assumem formas várias
Outrora escuras, confusas como párias
De um céu que as expulsam do firmamento
Destroçando-as em pequenas gotas cristalinas
Viajando pelos espaço para, num momento,
Transformarem-se em corredeiras meninas.
Assim são também minhas lágrimas deserdadas
Das órbitas oculares do recôndito universo mental
Expulsas à força pelas emoções mal guardadas
Nos meandros pantanosos da fraqueza animal
De passados tingidos com lembranças magoadas
E caem no lenço da terra como em triste funeral.
Poeta matemático
Enviado por Poeta matemático em 13/03/2025